
Fortaleza, CE — A Polícia Civil do Ceará apontou o suicídio como a causa da morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, ocorrida no dia 13 deste mês, em um condomínio de Fortaleza. A investigação, no entanto, revela fortes indícios de que a jovem foi vítima de abuso psicológico, o que motivou a prisão preventiva de seu namorado, João Munhoz Neto.O delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutierrez, informou que a medida cautelar foi decretada devido à suspeita de indução ao suicídio, violência psicológica e tentativa de obstrução das investigações. Segundo os investigadores, o suspeito demonstrou conduta incompatível com a colaboração nas apurações desde o primeiro momento.
Relatórios policiais indicam que, logo após a morte, o suspeito proibiu a entrada da família da vítima no condomínio e tentou localizar o celular de Isabelle. Há registros de que ele solicitou a limpeza imediata do apartamento e colocou o imóvel à venda em seguida. Além disso, desativou os perfis da jovem nas redes sociais e ignorou contatos das autoridades.
A perícia técnica não encontrou marcas de violência física no corpo da estudante, nem vestígios de substâncias tóxicas. O laudo confirmou politraumatismo compatível com queda de altura. As investigações também contestaram especulações sobre uma suposta gravidez, embora tenham confirmado a existência de pendências financeiras entre o casal.
A análise de imagens de segurança e das mensagens no aparelho da vítima revelou que Isabelle interagiu intensamente com contatos específicos pouco antes do óbito. A Polícia Civil continua apurando a dinâmica exata desses relacionamentos e o impacto das dívidas no estado emocional da jovem.
O caso reforça a atenção das autoridades sobre a violência psicológica como fator de risco grave. O inquérito segue em andamento na Delegacia de Homicídios, com diligências complementares em curso.










