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Amazonas enfrenta cheia histórica com distribuição de ajuda emergencial

As nove calhas de rios do Amazonas seguem em processo de cheia, com picos variados previstos entre março e julho.

MANAUS, AM — O Amazonas vive um dos períodos mais críticos de cheia dos rios em anos. Segundo o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulgado neste domingo (18/05), 20 dos 62 municípios estão em Situação de Emergência, 37 em Alerta, três em Atenção e dois em normalidade.

Mais de 209 mil pessoas, distribuídas em 52.360 famílias, foram afetadas pela elevação dos níveis de nove calhas de rios, com picos previstos entre março e julho.

Para minimizar os impactos, o Governo do Estado já distribuiu 250 toneladas em cestas básicas, 600 caixas d’água de 500 litros, 57 mil copos de água potável e 10 kits purificadores para os municípios de Manicoré, Apuí, Humaitá, Borba, Boca do Acre e Novo Aripuanã.

A SES-AM também enviou 72 kits de medicamentos e reforçou o abastecimento de oxigênio nos hospitais locais. Em Manicoré, uma nova usina com capacidade para produzir 30 metros cúbicos por hora foi instalada, substituindo a antiga. Já em Apuí, seis cilindros foram entregues como reserva estratégica.

A Operação Cheia 2025 foi iniciada em abril, com envio de alimentos, água e insumos às áreas mais vulneráveis. O Centro de Monitoramento da Defesa Civil mantém o acompanhamento constante das calhas fluviais.

Apesar da gravidade da situação, a resiliência da população ribeirinha se destaca. Escolas flutuantes, casas sobre palafitas e transporte aquático fazem parte da nova realidade. “É difícil, mas estamos resistindo com a ajuda que chegou”, conta Maria do Socorro, moradora de Boca do Acre.