sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
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AGU irá analisar fala de Lula que tratou impeachment como “golpe”

Pedido contra presidente fala em responsabilizá-lo por propagar “desinformação”; órgão anti-fake news da AGU ainda não atua

A AGU (Advocacia Geral da União) analisa qual resposta dará a um pedido para responsabilizar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por supostamente propagar “desinformações” ao chamar de “golpe de Estado” o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2016.

A solicitação partiu do deputado Kim Kataguiri (União Brasil-SP). O congressista acionou a Procuradoria Nacional da União de Defesa da Democracia, órgão da AGU instituído em 1º de janeiro. Uma de suas atribuições é o “enfrentamento à desinformação sobre políticas públicas”.

A Procuradoria tem sido alvo de críticas de especialistas por falta de clareza sobre sua atuação. O órgão ainda não está em funcionamento. Um grupo de trabalho atua para regulamentar a unidade dentro da AGU.

Lula disse em 23 de janeiro que o impeachment de Dilma foi um “golpe de Estado”. O petista discursou durante evento em Buenos Aires. Estava ao lado do presidente da Argentina, Alberto Fernández, e do ex-presidente da Bolívia Evo Morales.

“Vocês sabem que depois de um momento auspicioso no Brasil, quando governamos de 2003 a 2016, houve um golpe de Estado. Se derrubou a companheira Dilma Rousseff com um impeachment. A 1ª mulher eleita presidenta da República do Brasil”, declarou Lula na ocasião.

O termo “golpe” também apareceu em canais oficiais do governo. Em texto no site do Planalto sobre a nova gestão da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) há a seguinte menção:

“O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Paulo Pimenta, indicou também para processo de transição na EBC outras quatro mulheres, que assumirão cargos de assessoria ou gerências: Rita Freire, presidente do Conselho Curador da EBC cassado após o golpe de 2016; Juliana Cézar Nunes, empregada concursada da empresa; e as jornalistas Nicole Briones e Flávia Filipini.”

Na representação, assinada em 26 de janeiro, Kataguiri e o vereador de São Bernardo do Campo (SP) Glauco Novello Braido (PSD), pedem a abertura de “procedimento judicial” contra Lula para “responsabilizá-lo por seus graves atos”.

Como o órgão ainda não foi regulamentado, não há definição sobre quais providências devem ser tomadas quando a Procuradoria for acionada em casos de supostas desinformações.

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