Agências dos EUA concluem que coronavírus não é arma biológica

Comunidade de inteligência não tem consenso se a doença veio de animais ou laboratório. FOTO: JOHN MOORE / GETTY IMAGES VIA AFP

A comunidade de Inteligência dos Estados Unidos alcançou um amplo consenso de que o coronavírus não foi desenvolvido como arma biológica e a maioria das agências americanas considera pouco provável que tenha sido desenhado geneticamente, segundo o resumo de um relatório publicado nesta sexta-feira (27).

No entanto a comunidade continua dividida sobre as origens do vírus: quatro agências e o Conselho Nacional de Inteligência apoiam a teoria da exposição natural a um animal como a explicação mais provável, enquanto outra agência se inclina para a versão de um vazamento em um laboratório, e outras três não puderam chegar a uma conclusão.

“A comunidade acredita que autoridades chinesas não tinham conhecimento prévio do vírus antes do início da primeira onda de contaminações pela covid-19”, diz um dos trechos do relatório que foram diponibilizados ao público.

Biden pede transparência

Ao mesmo tempo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, acusou a China de reter “informação crítica” sobre a origem da covid-19, um vírus que parou o mundo e matou quase 4,5 milhões de pessoas, após a publicação de um relatório de Inteligência americana.

“Existe informação crucial sobre as origens desta pandemia na República Popular da China, mas desde o princípio, os funcionários do governo chinês têm trabalhado para evitar que os pesquisadores internacionais e membros da comunidade de saúde pública mundial tenham acesso a ela”, disse Biden em um comunicado.

“Até o dia de hoje, a República Popular Chinesa continua rejeitando os apelos à transparência e retendo informação, inclusive quando o número de vítimas desta pandemia continua aumentando”, acrescentou.

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