sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
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Queda de monomotor deixa dois mortos no interior de SP

As causas do acidente estão sendo investigadas.
SÃO PAULO — As duas vítimas fatais da queda de um avião de pequeno porte em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, foram oficialmente identificadas. O acidente, ocorrido na manhã desta terça-feira (1º), vitimou o piloto Abner Oliveira, de 39 anos, e o aluno Felipe Coiado, de 24 anos. Ambos sofreram politraumatismo e, infelizmente, não resistiram aos graves ferimentos.

Detalhes da Tragédia e Identificação das Vítimas

A aeronave decolou do Aeroporto Estadual Professor Eribelto Manoel Reino, em São José do Rio Preto, e caiu em uma área rural próxima, por volta das 11h50. A rápida identificação permitiu que as famílias fossem informadas sobre a perda trágica.

Quem Eram Abner Oliveira e Felipe Coiado?

  • Abner Oliveira: Piloto experiente, de 39 anos, era casado e deixa sua esposa e três filhas, com idades de dois, seis e nove anos. Sua dedicação à aviação era evidente.
  • Felipe Coiado: Aluno de aviação, de 24 anos, natural de Potirendaba (SP). Em um marco recente em sua jornada, Felipe havia realizado seu primeiro voo solo em 3 de setembro de 2024, demonstrando grande potencial na área.

O Acidente

O acidente fatal aconteceu logo após a decolagem, em um terreno na área rural adjacente à Estrada Municipal José Domingues Netto. A equipe de bombeiros de São Paulo agiu prontamente, enviando seis viaturas e 16 militares para o local da tragédia.

Apesar da gravidade do impacto, a corporação confirmou que a aeronave não atingiu nenhuma estrutura circundante e, notavelmente, não houve vazamento de combustível, o que poderia ter agravado a situação. As causas exatas do acidente permanecem sob investigação e serão apuradas pelos órgãos competentes.

A Aeronave

O avião acidentado era um modelo CAP-4 Paulistinha, prefixo PP-RDJ. Fabricado em 1943, esta aeronave, segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), pertencia ao Aeroclube de São José do Rio Preto. No momento do acidente, o Paulistinha estava em situação regular para voos de instrução privada. Curiosamente, seu Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) venceria exatamente na data da queda.