
O Sistema Único de Saúde (SUS) mudou a estratégia para rastrear o câncer colorretal. O Ministério da Saúde definiu o Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como a nova referência nacional.
A mudança foca em homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentam sintomas. O ministro Alexandre Padilha comunicou a novidade durante agenda oficial em Lyon, na França.
O governo federal projeta beneficiar mais de 40 milhões de cidadãos no país. A meta principal é ampliar drasticamente os diagnósticos precoces da doença. O câncer intestinal é o segundo tipo de tumor mais frequente no Brasil.
O exame FIT atua na identificação de traços microscópicos de sangue humano nas fezes. Esses vestígios podem sinalizar pólipos e feridas pré-cancerígenas ocultas. O uso de anticorpos específicos confere muito mais precisão ao resultado.
A nova rotina dispensa dietas restritivas e o doloroso preparo intestinal prévio. O paciente realiza a coleta do material na própria residência com agilidade. O procedimento é muito menos invasivo se comparado aos métodos anteriores.
Se o laudo der positivo, a rede pública encaminhará o cidadão para exames extras. A colonoscopia segue indispensável para a remoção imediata de lesões detectadas.


