
BRASÍLIA (DF) — Uma funcionária do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) foi afastada de suas funções após ser filmada agredindo uma atendente de um drive-thru do McDonald’s na capital federal. O episódio ocorreu na madrugada de 1º de maio e teve ampla repercussão nas redes sociais após a divulgação das imagens de segurança do restaurante.
Huíla Borges Klanovichs, 35 anos, aparece nas gravações discutindo acaloradamente com a funcionária e desferindo tapos em seu rosto. A confusão teria começado após a cliente alegar ter alergia severa à cebola e solicitar a troca do sanduíche. Segundo depoimento da vítima, Klanovichs exigiu um pedido de desculpas formal e, ao não obtê-lo, partiu para a agressão física.
A Polícia Militar foi acionada ainda no local. A funcionária da ONU prestou esclarecimentos e foi liberada. O caso segue em tramitação no Judiciário, sem informações públicas sobre andamento processual.
Em nota oficial, o Unodc confirmou o afastamento da servidora e informou que ela foi colocada em licença enquanto o Escritório de Serviços de Supervisão Interna da ONU conduz a apuração. O órgão reforçou que não tolera qualquer forma de violência e que todos os seus funcionários devem seguir os princípios de respeito e ética da instituição.
O McDonald’s também se manifestou. A rede afirmou ter acionado as autoridades imediatamente após o ocorrido, repudiou a agressão e garantiu apoio integral à trabalhadora agredida. A unidade onde o caso aconteceu não teve sua localização precisa divulgada.
O episódio reacende o debate sobre a segurança de trabalhadores do setor de serviços, especialmente em atendimento ao público. Funcionários de redes de fast-food são frequentemente expostos a situações de estresse e, em casos extremos, violência física — muitas vezes filmadas e disseminadas rapidamente nas redes sociais, o que amplifica tanto a repercussão quanto o constrangimento das vítimas.
A ONU, por meio de seus órgãos afiliados, mantém códigos de conduta rígidos para seus servidores. O afastamento imediato de Klanovichs sinaliza que a instituição tenta dissociar sua imagem do comportamento individual da funcionária, em um caso que ganhou dimensão pública justamente pela contradição entre o cargo internacional e a conduta registrada em vídeo.


