
MINAS — Um acidente doméstico assustou os moradores de Divinópolis, a 117 quilômetros de Belo Horizonte, na última segunda-feira (12). Uma menina de apenas 1 ano e 4 meses sofreu uma queda da cama e terminou com o pino de um carregador de celular cravado na testa. O objeto perfurou o crânio e atingiu o cérebro, gerando grande apreensão na família e na equipe médica que atendeu a criança.
A mãe da pequena ouviu o choro intenso vindodo quarto e ao entrar no local encontrou a filha caída no chão, com sangramento e o carregador de celular fincado na região frontal da cabeça. Imediatamente, a criança foi socorrida e levada até uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade. Diante da gravidade da situação, foi encaminhada com urgência para o Hospital São João de Deus.
Os exames de tomografia revelaram que o pino havia atingido a ponta do lobo frontal do cérebro. A criança passou por uma cirurgia de emergência para remoção do objeto. Segundo o neurocirurgião responsável pelo caso, Dr. Bruno Castro, o procedimento foi rápido, tranquilo e sem intercorrências. Os médicos estancaram o pequeno sangramento e corrigiram a falha no crânio. A menina permaneceu 36 horas em observação no CTI pediátrico.
Apesar do susto, a previsão é de recuperação completa. O especialista explicou que crianças dessa faixa etária possuem uma plasticidade cerebral impressionante, o que favorece a regeneração. O osso do crânio em bebês é naturalmente mais fino, o que facilita perfurações mesmo em quedas aparentemente inofensivas.
O caso serve de alerta para pais e responsáveis. O Dr. Bruno Castro reforça que crianças menores de 2 anos necessitam de supervisão constante e não possuem coordenação suficiente para subir e descer de móveis com segurança. Quedas de altura pequena podem fraturar o crânio ou causar hemorragias graves. A recomendação é que, sempre que for necessário se ausentar, os pais coloquem o bebê no chão em locais seguros e fechados, popularly conhecidos como “chiqueirinhos”.


