
O piso salarial brasileiro sofreu atualização nesta quinta-feira (1º de janeiro), alcançando o montante de R$ 1.621. O reajuste representa acréscimo de R$ 103 em relação ao valor praticado em 2025, que era de R$ 1.518 — uma elevação de 6,79%.
Como foi calculado o novo valor
A correção obedeceu à fórmula estabelecida pela política de valorização do salário mínimo, que considera dois fatores:
- A variação do INPC acumulada nos 12 meses até novembro, que fechou em 4,18%
- O desempenho do PIB de 2024, com alta de 3,4%
Contudo, as diretrizes do novo arcabouço fiscal restringem o ganho real entre 0,6% e 2,5%, o que influenciou o resultado final.
Valor abaixo da expectativa inicial
O montante definitivo ficou levemente inferior às estimativas preliminares do governo e do Legislativo, que projetavam cerca de R$ 1.631. A diferença se deve à inflação oficial ter encerrado abaixo do previsto durante a elaboração orçamentária.
Reflexos práticos do novo piso
A atualização impacta diversos parâmetros econômicos e jurídicos:
Previdência e assistência social:
- Aposentadorias, pensões vinculadas ao mínimo e o BPC passam a valer R$ 1.621
- Cotas do PIS/Pasep e piso do seguro-desemprego acompanham o reajuste
Microempreendedores:
- A contribuição mensal do MEI sobe para R$ 81,05, acrescida dos tributos específicos (ICMS ou ISS)
Sistema judiciário:
- Causas nos Juizados Especiais Cíveis sem advogado: teto de R$ 32.420
- Limite geral nos Juizados Cíveis: R$ 64.840
- Requisições de Pequeno Valor (RPV) nos Juizados Federais: até R$ 97.260


