sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
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Pastor perde cargo após esposa descobrir caso com nora em Marabá

Pastor Sales Batista foi afastado após esposa descobrir caso com a nora Luciana Salles na igreja onde congregavam

Marabá (PA) – O pastor Sales Batista foi afastado da presidência da Assembleia de Deus Missão em Marabá e da vice-presidência da Convenção Estadual das Assembleias de Deus do Pará (Comieadepa) após sua esposa, a missionária Raquel Viegas, descobrir um relacionamento extraconjugal dele com a própria nora, Luciana Salles. O escândalo veio à público na sexta-feira (26/12) e causou um forte abalo na comunidade religiosa da região.

A descoberta

Raquel Viegas suspeitou da conduta do marido e contratou os serviços de um detetive particular para investigar o caso. A investigação resultou em provas que foram consideradas “incontestáveis” pela família, confirmando o envolvimento amoroso entre Sales Batista e Luciana Salles, que é casada com Kennedy Salles, filho do pastor.

A situação se tornou insustentável perante o estatuto da igreja e os princípios bíblicos defendidos pela instituição, levando à decisão de desligamento imediato do pastor de suas funções administrativas e eclesiásticas. O pastor Sales Batista optou pelo silêncio e desativou suas redes sociais pouco antes do anúncio oficial de seu afastamento.

Consequências imediatas

Sales Batista estava à frente da presidência da Assembleia de Deus Missão em Marabá há 22 anos. Com seu afastamento, o pastor Marcos Melo assumiu a liderança interina da instituição, sob supervisão da Convenção Estadual, até que um novo processo sucessório seja concluído.

Raquel Viegas, além de ter descoberto a traição, está estudando a possibilidade de ingressar com um pedido de medida protetiva de urgência. A família Batista atravessa um momento de fragmentação pública, e o fato de Kennedy e Luciana também possuírem funções ativas na igreja amplifica as camadas de complexidade do escândalo familiar e institucional.

Reações da comunidade

A igreja adotou uma postura de acolhimento espiritual, convocando os fiéis para uma campanha de jejum e oração em favor da família Batista. O escândalo deixou a comunidade evangélica local “em choque”, chocando muitos membros que consideravam Sales Batista uma figura influente e respeitada na denominação. A situação gera reflexões sobre os padrões de conduta esperados de líderes religiosos e os impactos de suas ações pessoais sobre as instituições que comandam.