sexta-feira, 27 de março de 2026.
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Israel bombardeia aeroporto de Sanaa no Iêmen em retaliação

Novos ataques intensificam o cenário de conflito aéreo na região

IÊMEN — Uma escalada nas tensões no Oriente Médio marcou a quarta-feira (28), com caças israelenses lançando uma ofensiva contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, no Iêmen. Controlado pelos rebeldes Houthis, o ataque aéreo é uma resposta direta à série de lançamentos de mísseis balísticos que o grupo, apoiado pelo Irã, tem disparado quase diariamente contra Israel. A operação militar de Israel veio apenas um dia após dois projéteis Houthi atingirem o território israelense.

Fontes do Al Masirah TV, canal ligado aos Houthis, reportaram que quatro pontos do aeroporto foram atingidos, incluindo a pista de pouso e uma aeronave da Yemenia Airways. As informações da mídia israelense indicam que, desde 16 de maio, quando houve o último ataque das Forças de Defesa de Israel (IDF) ao Iêmen, os Houthis já teriam lançado ao menos sete mísseis e vários drones contra Israel.

Detalhes da operação aérea e a destruição de equipamentos Houthi

A Força Aérea Israelense mobilizou uma operação complexa, envolvendo caças, aviões de reabastecimento e aeronaves de espionagem. Em um comunicado, as IDF afirmaram que os alvos no aeroporto incluíam uma aeronave que seria utilizada pelos Houthis para o transporte de combatentes envolvidos nos ataques a Israel.

O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o avião atingido seria a última aeronave operacional dos Houthis. Os demais equipamentos aéreos do grupo teriam sido destruídos em um ataque israelense anterior, em 6 de maio, também em resposta a provocações Houthis. Naquela ocasião, o terminal do aeroporto e seis aviões foram danificados, e a pista ficou com crateras, sendo reaberta somente 11 dias depois.

Quando a tensão atinge até organismos internacionais

Este cenário de conflito não é novo para o aeroporto de Sanaa. Em dezembro do ano passado, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, viveu momentos de tensão ao ser retirado da sala de embarque do local por seguranças e assessores, em meio a um bombardeio israelense. Adhanom estava no Iêmen em uma missão diplomática para negociar a libertação de uma equipe das Nações Unidas detida na região, e se preparava para decolar quando o ataque ocorreu.