
IÊMEN — Uma escalada nas tensões no Oriente Médio marcou a quarta-feira (28), com caças israelenses lançando uma ofensiva contra o Aeroporto Internacional de Sanaa, no Iêmen. Controlado pelos rebeldes Houthis, o ataque aéreo é uma resposta direta à série de lançamentos de mísseis balísticos que o grupo, apoiado pelo Irã, tem disparado quase diariamente contra Israel. A operação militar de Israel veio apenas um dia após dois projéteis Houthi atingirem o território israelense.
Just in ! Pending any official statement, as per Yemeni media, Sanaa Airport witnessed the destruction of another plane belonging to Yemeni Airways, following Israeli airstrikes on Yemen today.
As per some other reports, this was the last hijacked operational Airbus A320 in the… pic.twitter.com/qCWH0HTOB6
— FL360aero (@fl360aero) May 28, 2025
Fontes do Al Masirah TV, canal ligado aos Houthis, reportaram que quatro pontos do aeroporto foram atingidos, incluindo a pista de pouso e uma aeronave da Yemenia Airways. As informações da mídia israelense indicam que, desde 16 de maio, quando houve o último ataque das Forças de Defesa de Israel (IDF) ao Iêmen, os Houthis já teriam lançado ao menos sete mísseis e vários drones contra Israel.
Detalhes da operação aérea e a destruição de equipamentos Houthi
A Força Aérea Israelense mobilizou uma operação complexa, envolvendo caças, aviões de reabastecimento e aeronaves de espionagem. Em um comunicado, as IDF afirmaram que os alvos no aeroporto incluíam uma aeronave que seria utilizada pelos Houthis para o transporte de combatentes envolvidos nos ataques a Israel.
O Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que o avião atingido seria a última aeronave operacional dos Houthis. Os demais equipamentos aéreos do grupo teriam sido destruídos em um ataque israelense anterior, em 6 de maio, também em resposta a provocações Houthis. Naquela ocasião, o terminal do aeroporto e seis aviões foram danificados, e a pista ficou com crateras, sendo reaberta somente 11 dias depois.
Quando a tensão atinge até organismos internacionais
Este cenário de conflito não é novo para o aeroporto de Sanaa. Em dezembro do ano passado, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, viveu momentos de tensão ao ser retirado da sala de embarque do local por seguranças e assessores, em meio a um bombardeio israelense. Adhanom estava no Iêmen em uma missão diplomática para negociar a libertação de uma equipe das Nações Unidas detida na região, e se preparava para decolar quando o ataque ocorreu.


