quinta-feira, 19 de março de 2026.
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‘Sete Cores da Amazônia’ faz história com exibição na Cinemateca Brasileira, em São Paulo

A produção durou cerca de 20 dias e contou com gravações na Reserva do Tupé, além de bairros de Manaus.

Neste sábado (15), o longa-metragem “Sete Cores da Amazônia”, dirigido por Ana Lígia Pimentel, será exibido na Cinemateca Brasileira, em São Paulo, como parte do programa Sábado Infantil 2025. A sessão, marcada para às 15h na Sala Grande Otelo, oferece entrada gratuita e promete encantar o público infantojuvenil com sua mistura de fantasia, cultura regional e sensibilidade visual, além de conquistar os adultos.

Baseado na HQ homônima escrita por Ademar Vieira e publicada pelo estúdio independente Black Eye em 2018, o filme traz uma narrativa protagonizada por mulheres e já acumula reconhecimento em festivais nacionais e internacionais. Indicado ao Montreal Independent Film Festival, exibido na Mostra Livre Internacional de Cinema e na Mostra Cine Glocal, o longa recebeu o Selo Bechdel-Wallace, que valoriza obras com protagonismo feminino.

Para Ana Lígia Pimentel, a exibição na Cinemateca representa um marco não apenas para a equipe envolvida, mas para o cinema independente da região Norte. “Foi uma grande honra. Há anos uma produção 100% amazonense não era exibida no espaço, o que torna o momento ainda mais especial”, destaca a diretora. O filme, contemplado em primeiro lugar no Edital Prêmio Feliciano Lana (Lei Aldir Blanc) em 2020, foi gravado em 20 dias, com locações na Reserva do Tupé, comunidades ribeirinhas, Centro e bairros de Manaus, como Educandos. Todo o elenco é formado por atores amazonenses.

“A presença de ‘Sete Cores da Amazônia’ na Cinemateca Brasileira é um avanço significativo para o audiovisual do Amazonas. O estado ainda enfrenta dificuldades na difusão de suas produções, muitas vezes ficando restrito a exibições locais e circuitos alternativos. A sensação de romper fronteiras é absoluta”, comenta Ana Lígia.

Além deste projeto, a diretora já está engajada em seu próximo trabalho: o longa-metragem “Usa Voz”, contemplado no edital da Lei Paulo Gustavo. A produção, que mescla ficção e documentário, aborda a maternidade precoce no Amazonas e conta com narração da atriz Maria Ribeiro. “Esse filme também vai causar grande impacto. Foi todo gravado aqui no estado, com um roteiro totalmente amazonense, e estamos finalizando para estrear ainda este ano”, revela Ana Lígia.

Com talento e determinação, Ana Lígia Pimentel segue ampliando as fronteiras do cinema amazonense, levando histórias genuínas da região para plateias cada vez mais amplas.