sexta-feira, 1 de maio de 2026.
Início Brasil ONGs processam Estado por tortura, mas deixam vítima fora da indenização

ONGs processam Estado por tortura, mas deixam vítima fora da indenização

ONGs pedem quantia milionária, mas vítima só levou votos de solidariedade

O padre Júlio Lancelotti, da Pastoral de Rua da Arquidiocese São Paulo, decidiu processar o Estado de São Paulo pelo episódio em que um homem teve os pés e as mãos amarrados por policiais militares após ser suposto furto em um mercado na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. A ação, assinada por outras três entidades, pede indenização de R$500 milhões a título de danos morais coletivos.

Apesar da nota divulgada pelas entidades dizer que o processo é “por ato de tortura contra pessoa em situação de rua”, a vítima do caso não verá um único centavo da indenização, caso haja êxito no processo.

Padre Julio Lancelotti é um dos autores da ação que pede R$500 milhões

A ação pede que a indenização seja “integralmente revertida em favor de políticas públicas para população vulnerabilizada”, justamente a área de atuação das entidades.

Ao homem filmado em situação de tortura, as entidades se limitaram a expressar solidariedade.

Assinam a nota que informam sobre o processo a Educafro Brasil, Centro Defesa dos Direitos Humanos Pe. Ezequiel Ramin, Pastoral de Rua da Arquidiocese São Paulo e Observatório da Aporofobia Dom Pedro Casaldáliga.