quarta-feira, 18 de março de 2026.
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Investigação revela que submarino nuclear dos EUA atingiu uma montanha subaquática

Acidente aconteceu no dia 2 de outubro no Mar da China Meridional e o objeto atingido era desconhecido até então.

O submarino nuclear de guerra dos Estados Unidos USS Connecticut que havia atingido um objeto subaquático desconhecido até então, em 2 de outubro, colidiu com uma montanha subaquática, segundo uma investigação da Marinha norte-americana que apurou os detalhes do acidente no Mar da China Meridional.

“A investigação determinou que o USS Connecticut estava encalhado em uma montanha subaquática desconhecida enquanto operava em águas internacionais na região do Indo-Pacífico”, disse um porta-voz da 7ª Frota à CNN,que opera nos oceanos Pacífico Ocidental e Índico.

Embora alguns membros da tripulação tenham se ferido e a estrutura do submarino sofrido danos, a usina de propulsão nuclear não foi atingida. Ninguém morreu no acidente. Os detalhes da investigação foram submetidos ao vice-almirante Karl Thomas, comandante da 7ª Frota. Ele decidirá as próximas ações a serem tomadas e se alguém será responsabilizado.

O acidente ocorreu em um momento sensível nas relações entre os Estados Unidos e a China. Na ocasião, os militares chineses estavam enviando aeronaves para a Zona de Identificação de Defesa Aérea de Taiwan. No dia da colisão, a China havia mandado 39 aeronaves. Dois dias depois, foram 56 aeronaves na zona em um período de 24 horas, número recorde até então.

Mesmo que o número de incursões tenha diminuído em outubro, elas foram retomadas no domingo (31). O Ministério da Defesa de Taiwan, Chiu Kuo-cheng, disse que oito aeronaves chinesas entraram na Zona de Identificação de Defesa Aérea, e na segunda-feira (1º) mais seis foram identificadas.

Enquanto isso, as tensões entre Washington e Pequim aumentaram. O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, pediu que Taiwan tivesse “participação significativa” na Organização das Nações Unidas (ONU), dizendo que “não era uma questão política, mas pragmática”.

A China reprendeu a declaração, afirmando que vê observa a unificação com Taiwan de forma independente como um de seus principais objetivos, se colocando contra a participação da ilha em fóruns internacionais.

“Caso os EUA optem por continuar usando a imprudente ‘carta de Taiwan’, isso representará inevitavelmente riscos sistemáticos para as relações China-EUA, minando seriamente a paz e a estabilidade em todo o estreito de Taiwan e prejudicando gravemente os próprios interesses dos EUA”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Zhao Lijian, um dia após a declaração de Blinken.

Zhao também declarou que a política atual da ilha é “a maior ameaça realista para a paz e estabilidade em todo o estreito de Taiwan”.

Na quinta-feira (28), o ministro da Defesa de Taiwan reconheceu publicamente que os militares dos EUA estão treinando as tropas locais.

“Os militares dos EUA estão apenas ajudando no treinamento [de nossas tropas], mas não estão alocados aqui”, disse Chiu Kuo-cheng, de acordo com a Agência Central de Notícias oficial de Taiwan.