sábado, 11 de abril de 2026.
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Venezuela realiza exercícios militares por ‘ameaça do Brasil’

Integrante de milícia chavista participa de exercícios militares em Caracas. ─ Foto: Manaure Quintero/Reuters

CARACAS – As Forças Armadas venezuelanas iniciaram neste sábado, 15, dois dias de exercícios militares para se prepararem, segundo o presidente Nicolás Maduro, contra planos de agressão de Estados Unidos, Colômbia e Brasil.

Cerca de 2,4 milhões de militares e membros da Milícia – corpo de defesa civil – foram acionados em todo o país, disse o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, por meio do canal estatal VTV.

“Estamos colocando um escudo à pátria contra a agressão permanente em todas suas formas”, disse Padrino no Forte Tiuna, o principal complexo militar da Venezuela.

Imagens dos militares disparando canhões e conduzindo tanques de guerra em zonas despovoadas foram transmitidas pela TV.

O presidente socialista Nicolás Maduro justificou as manobras na quinta-feira 13 ao assegurar que no território brasileiro há “grupos terroristas (…) preparando ataques e incursões militares contra a Venezuela”.

“Temos o direito de nos preparar”, afirmou Maduro, que acusa os governos do brasileiro Jair Bolsonaro e do colombiano Iván Duque de estarem por trás do ataque a um quartel na fronteira com o Brasil em 22 de dezembro, no qual um soldado venezuelano foi morto. Tanto o Brasil quanto a Colômbia rejeitam as acusações.

O líder opositor Juan Guaidó, que há um ano se proclamou presidente interino da Venezuela e foi reconhecido por mais de 50 países, qualificou neste sábado os exercícios de “propaganda” e subestimou a capacidade operativa das Forças Armadas.

“É um exercício de propaganda que a ditadura está fazendo hoje. O resultado operacional é muito baixo”, disse Guaidó em entrevista coletiva.

Maduro também disse que a “Operação Escudo Bolivariano 2020” tem como objetivo “a defesa das cidades frente às agressões” do presidente dos EUA, Donald Trump.

“Ninguém arrasará a Venezuela”, afirmou Padrino, em referência à ameaça de Trump, feita no dia 4 quando recebeu Guaidó, de que arrasará a “tirania” de Maduro.

Fonte: AFP