sexta-feira, 30 de janeiro de 2026.
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Vítimas de explosão em barco no Acre estão em estado gravíssimo

Vítimas são transferidas do Hospital do Juruá para hospital da capital acreana Rio Branco. Foto: Arquivo pessoal

As vítimas da explosão de uma embarcação no Rio Juruá, em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, seguem internadas em estados grave e gravíssimo. Apenas uma criança de 4 anos, internada em Rio Branco, apresentou melhoras.

A informação foi repassada pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) neste domingo (9). A explosão ocorreu no final da tarde desta sexta-feira (7) e deixou 18 pessoas feridas. Destas, oito estão internadas no Hospital do Juruá e cinco no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). As demais receberam alta médica.

A embarcação tinha 18,50 metros e foi destruída pelo fogo. A Marinha informou que a embarcação tinha autorização para navegar. A polícia vai investigar quantas pessoas estavam a bordo e se havia autorização para transporte de passageiros e mercadorias, incluindo combustível. O barco estava saindo de Cruzeiro do Sul com destino a Marechal Thaumaturgo.

Quatro vítimas foram transferidas para a capital acreana, Rio Branco, no sábado (8), e uma quinta pessoa deve chegar ainda neste domingo (9). Entre os transferidos no sábado estão: um bebê de nove meses, que teve 90% do corpo queimado e passou por cirurgia, uma mulher, de 49 anos, uma criança de 4 anos e um homem, de 38 anos.

As crianças estão internadas no Hospital da Criança e os adultos foram levados para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Huerb. A criança de 4 anos apresentou melhoras no quadro de saúde.

Está prevista a transferência de mais um paciente para Rio Branco neste domingo. O voo saiu da capital acreana às 9h40 (horário local) para buscar o paciente em Cruzeiro do Sul. O paciente deu entrada no Huerb às 15h (horário do Acre).

Ainda segundo a Sesacre, a mulher é a que está em situação mais crítica, o quadro é gravíssimo e respira com ajuda de aparelhos. Ela teve entre 60 a 70% do corpo queimado. Já o homem, queimou entre 80 a 90% do corpo, o quadro de saúde é gravíssimo, mas estável.

As demais vítimas estão internadas no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. A mãe do bebê também está em estado gravíssimo e não tem condições de ser transferida para a capital. A criança está sob a responsabilidade de uma tia, segundo o governo.

Embarcação tinha autorização para navegar, segundo Marinha. | Foto: Corpo de Bombeiros / Divulgação

Ao G1, o diretor clínico do Hospital do Juruá, Marlon Holanda, confirmou que não houve mudança no estado de saúde dos pacientes internados na unidade.

“Quatro vítimas foram transferidas ontem [sábado,8], duas crianças e dois adultos, e os outros que estão internados no Hospital do Juruá mantém o mesmo quadro”, ressaltou.

A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou, por meio de nota, que, em contato com médicos de outros estados, alguns profissionais se dispuseram a ajudar no tratamento das vítimas. Entre os profissionais estão cirurgiões plásticos e anestesistas, entre outros especializados no tratamento de queimados.

“A equipe do Hospital João Vinte e Três é uma das que se ofereceu para ajudar, além de outras equipes de hospitais do Brasil afora. Em Cruzeiro do Sul, já chegou uma voluntária que é especializada em curativos em queimados, que já está auxiliando”, frisa a nota.

O governo garantiu ainda que mobilizou todas as equipes de saúde do estado para ajudar as vítimas do acidente. O governador Gladson Cameli esteve no Hospital do Juruá e no Huerb visitando os pacientes.

A Marinha e a Polícia Civil do Acre vão investigar as causas da explosão. O delegado Lindomar Ventura, responsável pelo caso, afirmou que deve iniciar as oitivas das pessoas envolvidas e testemunhas na segunda (10). Peritos da Polícia Civil estiveram no local do acidente para iniciar a investigação.

A Marinha quer saber se a embarcação tem inscrição, qual a tripulação dela, se era autorizada a transportar combustível, pessoas, mercadorias e de que tamanho era a embarcação, além de identificar o proprietário.

Por G1