
MANAUS (AM) — Manaus voltou a enfrentar uma manhã marcada pela fumaça das queimadas nesta segunda-feira (12). Pelo quinto dia consecutivo, a capital amazonense apresentou a pior qualidade do ar do país, conforme dados da plataforma internacional IQAir. A poluição atmosférica preocupa devido à elevada concentração de partículas finas suspensas no ar.
Por volta das 6h, o Índice de Qualidade do Ar (AQI⁺) chegou a 195, nível classificado como insalubre pela plataforma. A concentração de partículas finas PM2.5 alcançou 123 microgramas por metro cúbico (µg/m³). Já o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), classificou o cenário geral como muito ruim. No bairro Armando Mendes, os indicadores chegaram a 218,2 µg/m³, levando a região à categoria péssima.
A gravidade da situação também foi observada durante um sobrevoo realizado por representantes do Governo Federal no domingo (11). Na região de Autazes e em outros pontos do estado, a equipe identificou diversos focos de incêndio em áreas de floresta preservada. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a quantidade de focos encontrados foi maior do que esperava e apontou suspeitas de queimadas criminosas. O governo pretende reforçar as ações de fiscalização e responsabilização dos envolvidos.
Para ampliar o combate às chamas, o Governo Federal mobilizou 11 aeronaves, entre elas aviões Air Tractor e cargueiros C-390, além de brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) também reconheceu a situação de emergência em 36 municípios amazonenses no sábado (10), medida que permite ampliar a resposta integrada e viabilizar recursos para atender à população. A Prefeitura de Manaus mantém o estado de atenção decretado em setembro, enquanto equipes de saúde e assistência humanitária atuam no estado para atender pessoas afetadas pelos incêndios e pela fumaça.








