
Manaus deve enfrentar redução drástica no transporte coletivo nesta quinta-feira (6). O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, confirmou que somente 30% da frota de ônibus permanecerá em operação a partir das 10h, caso o pagamento dos salários dos rodoviários não seja realizado até as primeiras horas da manhã.
A medida, segundo o dirigente, é consequência direta da falta de repasses às empresas de transporte, o que impediu a quitação da folha de pagamento dos trabalhadores. Dados apresentados pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sinetram) apontam dívida de quase R$ 90 milhões do governo estadual. Desse total, apenas R$ 18 milhões foram pagos recentemente.
Oliveira recusou-se a discutir a responsabilidade pela crise entre poder público e empresários. “Eles que se resolvam. Não quero saber de quem é a culpa. Eu quero que eles se entendam e garantam o pagamento da categoria. É só isso”, declarou.
O presidente do STTRM destacou que a entidade não recebe recursos e age exclusivamente na defesa dos trabalhadores. “É lamentável e triste para os rodoviários e para a população. Mas nós estamos fazendo o nosso papel, que é defender o lado mais fraco, o trabalhador.”
Crise se repete em intervalo de 15 dias
A ameaça de paralisação parcial chega duas semanas após a última crise. Em 22 de julho, os rodoviários interromperam a greve depois que o Governo do Amazonas depositou R$ 18 milhões. Àquela altura, o Sinetram relatava seis meses sem o recebimento do subsídio que financia o passe livre dos estudantes da rede estadual.
Na mesma ocasião, Givancir Oliveira já havia alertado para o risco de novas paralisações caso os atrasos se repetissem. Se confirmada a redução da frota, milhares de passageiros devem enfrentar dificuldades de deslocamento na capital a partir do meio da manhã de quinta-feira.










